• Dr. Ricardo C. Bonfanti

O que você deve saber sobre câncer bucal

Atualizado: 4 de Fev de 2019

O câncer de boca ocupa uma posição de destaque entre os tumores malignos do organismo devido a sua relativa incidência e mortalidade. De acordo com o INCA, Instituto nacional do câncer, estima-se para o Brasil, em 2018, 14700 casos novos de câncer da cavidade oral, sendo 11200 em homens e 3500 em mulheres.


A prevenção e o diagnóstico precoce podem reduzir em até 25% a incidência deste câncer até 2025, segundo a OMS. Esta prevenção e orientações devem ser realizadas pelo cirurgião-dentista através dos seguintes procedimentos: correto exame clínico; afastamento dos fatores co-carcinógenos; diagnóstico e tratamento das lesões cancerizáveis; exames complementares (principalmente biópsia e citologia exfoliativa) e estimulação ao auto-exame.


Os principais fatores de risco para o câncer da cavidade oral são: tabagismo, etilismo, infecções por HPV, principalmente pelo tipo 16, infecções e inflamações crônicas e exposição à radiação UVA solar (câncer de lábio e pele da face). Abaixo Dr. Ricardo C. Bonfanti responde as principais perguntas sobre câncer bucal;




O que são e quais os fatores co-carcinógenos?


São fatores que predispõem o paciente a desenvolver um tumor maligno; na boca, podemos citar principalmente o etilismo (álcool) e o tabagismo (cigarro, cachimbo, etc.), as condições precárias de higiene (dentes quebrados, raízes residuais, cistos, etc.) e as próteses inadequadas ou em más condições (dentaduras e pontes fraturadas ou que causam algum ferimento).



O que são lesões cancerizáveis?


São enfermidades bucais como lesões e cistos dentais que, quando não tratados, podem evoluir para um câncer.



O que causa o câncer oral?


A etiologia é desconhecida, porém, alguns fatores são relacionados ao aparecimento dessas lesões. Os principais são: tabagismo, etilismo, traumatismos mecânicos e, nos cânceres de lábio inferior e face, exposição excessiva e sem proteção à radiação solar.



Como o cigarro causa câncer de boca?


Durante o ato de fumar, são liberadas inúmeras substâncias químicas junto à fumaça, algumas reconhecidamente cancerígenas. Outra ação seria o calor produzido principalmente pelo cigarro/cachimbo/charuto.



Como o álcool causa câncer de boca?


Segundo o INCA, o consumo freqüente de álcool é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer bucal; entretanto, os mecanismos envolvidos são parcialmente compreendidos. Determinadas concentrações de álcool causam aumento da permeabilidade da mucosa bucal, potencializando a penetração de carcinógenos.

Além disso, é responsável por um aumento na proliferação epitelial, bem como pela modificação do seu processo de maturação. Outras alterações, como redução da capacidade de reparo de DNA, distúrbios do sistema imune e do estado nutricional podem contribuir na sua relação com o desenvolvimento do câncer bucal. O metabolismo do álcool aumenta a produção de radicais livres e diminui os mecanismos antioxidantes, levando ao estresse oxidativo.



Como podemos nos prevenir?


Evite o consumo excessivo de álcool, não fume e proteja-se adequadamente sol.

Você também pode se auto-examinar. Diante do espelho, com uma boa iluminação, deve-se inspecionar e palpar todas as estruturas bucais e do pescoço. Durante o auto-exame, os principais indícios a serem observados são: feridas que permanecem na boca por mais de 15 dias, principalmente nas laterais e assoalho da língua e no céu a boca. Caroços (principalmente no pescoço e embaixo do queixo), súbita mobilidade dental, sangramento, halitose, endurecimento e ou perda de mobilidade da língua. É importante frisar que a dor pode ser um sinal de lesão avançada. Na face procure por feridas que, mesmo pequenas, surgem na região dos lábios, nariz, testa e não se curam.

Consulte seu dentista regularmente a cada seis meses para consultas preventivas.


Qual o perfil do paciente com câncer bucal e qual a região mais atingida?


Geralmente são homens (86%), com idade entre 45 e 55 anos, brancos (84%) e tabagistas (95%). A região da boca mais atingida é a língua, seguida do assoalho bucal e lábio inferior.



Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico é simples. Após o exame clínico, o profissional, suspeitando de um tumor maligno, realiza uma biópsia, que consiste na remoção de um pequeno fragmento da lesão para posterior exame microscópico.



Como é feito o tratamento?


O tratamento pode ser realizado através de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, podendo ser associados ou não.



Existe cura para o câncer?


Sim, e quanto mais cedo forem diagnosticados (diagnóstico precoce), maiores são as chances de cura, sendo as sequelas menores e, portanto, melhor a qualidade de vida.

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